Teatro - Como passar em concurso publico - A comédia - Nota: 9,2


O último exorcismo - Nota: 5,0

Comer, Rezar e Amar - Nota: 6,8


Tropa de Elite - Nota: 9,0



- Caras legais são feios
- Caras bonitos não são legais
- Caras bonitos e legais são gays
- Caras bonitos, legais e heteros, são casados
- Caras nao tão bonitos mas legais não tem dinheiro
- Caras nao tão bonitos mas legais e com dinheiro, acham que só estamos atrás do dinheiro.
- Caras bonitos e sem dinheiro estão de olho no nosso dinheiro.
- Caras bonitos, não tão legais e razoavelmente heteros nao acham que somos bonitas o bastante.
- Caras que nos acham bonitas, que são razoavelmente legais e que tem dinheiro são uns galinhas.
- Caras que são razoavelmente bonitos, razoavelmente legais e que tem algum dinheiro são tímidos e não tomam iniciativa.
- Caras que nunca tomam a iniciativa perdem automaticamente o interesse quando nós tomamos.
- Caras que sempre tomam a iniciativa, nos matam de medo
- Caras que tomam a iniciativa e recebem um sim nos chamam de galinhas
- Caras que tomam a iniciativa, recebem um não desistem e vão tomar ainiciativa em outro lugar e falam ainda que fazemos doce
- Caras que tomam a iniciativa, recebem um talvez, entendem como sim e nos chamam de galinhas do mesmo jeito.
- Caras que recebem um sim e não nos chamam de galinha, tem uma mãe de amargar
- Caras que escondem que são casados tem muito pouco tempo disponível.
- Caras que escondem que são gays usam nossas roupas.
- Caras que não costumam esconder nada, são razoavelmente legais, razoavelmente heteros e tem algum dinheiro perdem o mistério, sei lá....

A magia desaparece.

Quando eu tinha 14 anos, mais ou menos no fim do ano letivo, me interessei por um garoto da escola, vulgo BOCA DE LATA. Eu era muito tímida, romantiquinha, achava que o mundo era cor de rosa!! Sempre no intervalo do recreio (rsrsrs), ficava olhando para ele e era correspondida. Na época, comentava sobre ele com três pessoas: Michelle e Fulano. Fulano era muito meu amigo, mas também era amigo de FALSA. Então, eu contava as coisas sobre BOCA DE LATA e ele contava tudo para FALSA.



FALSA, fazendo-se de amiga, disse que conhecia uma amiga de BOCA DE LATA, que poderia ser o canal. Dias depois, FALSA veio com a história de que BOCA DE LATA não queria nada comigo, mas sim com ela, ainda disse que não iria ficar com ele.

Logo descobri que ela deu em cima dele, não falou nada de mim e ainda ficou com ele. TA LEGAL. Quem manda ser besta, né?



Para encurtar a história, no ano seguinte, eu o conheci e ele pediu meu telefone. Ligava TODOS os dias, onde quer que estivesse. Ah...e eu toda boba, ja tava apaixonada e nem tinha ficado com ele!! rs



Um dia, ele tascou um beijo em mim e, dias depois, iria ter a abertura dos Jogos do Colegio. Beleza. Conversamos e eu disse que iria representar a minha sala no concurso de miss. Ele disse que ia me ver. Ui! So que não disse que ia acompanhado da NAMORADA...hahahahaha. TOMA-TE, LESA.



Não fiquei mais com ele, mas continuamos conversando ao telefone e, as vezes, nos intervalos das aulas. Ai descobri que ele ficava se gabando pros meninos do colégio porque tinha ficado comigo (bocó). Não falei mais com ele.



Na semana seguinte, o merdão aparece de mãos dadas no recreio com uma doida da sala dele. AH TA. FDP. Claro que depois de um tempo ele voltou a me procurar e levou uma dúzia de foras, mas não teve graça porque, na época, eu era boazinha até para isso.



PS:
Homem é safado desde sempre.
...

Era uma noite de quinta, daquelas que a gente não espera nada, quando o boy me ligou.

- Vamos dar uma saidinha?

Eu sabia muito bem o que ele queria dizer com isso. E sabia muito bem o que ele queria com isso também.

Bem, não estava fazendo nada. Então… Porque não?
Aceitei, e às 8 em ponto, o carro do boy já estava na frente da minha garagem. Óbvio que eu ainda estava de toalha na cabeça e creme na cara. Mas como minha mãe sempre diz: Quando o cara quer comer, e sabe que vai comer, nada o aborrece.
(Minha mãe realmente diz isso!)

Sem pressa, terminei de me arrumar e finalmente saímos. Fomos primeiro num restaurante que já era velho conhecido meu. Jantar agradável, com a companhia perfeita. Sabe, ele era um cara que eu estava realmente interessada, diga-se de passagem, isso é difícil. Sempre acho as pessoas um tanto quanto “mais-ou-menos”, mas ele não. Ele era mais!

Era como se o carro estivesse no piloto automático, depois que o jantar acabou, ninguém precisou falar nada, quando vimos, o carro já estava entrando no Motel.
Ele escolhera um quarto com vaga privativa. Prefiro, evita o momento de olhar para a recepcionista, que você sabe que interiormente te olha e diz: “Háá, alguém vai se dar bem!”

Enquanto subíamos as escadinhas, conseguia sentir que a noite ia ser boa. Mas além disso, também sentia outra coisa. E essa coisa era uma enorme e imensa vontade de cagar.

Inferno! Tinha que ser ali? Naquela hora? Naquele momento? Com aquele cara?

Entramos no quarto, e fui logo dando uma espiadinha no banheiro. Não entendo porque quarto de Motel às vezes possui paredes de vidro entre a cama e o banheiro. Não é visualmente agradável, e nem a acústica ajuda. Ainda mais na minha atual situação.

Para a minha sorte, o banheiro era afastado da cama, e com uma bela e grande parede branca dividindo. Joguei o boy na cama, liguei a rádio na estação de sex music que só os Motéis tem, e quando ele já achava que a brincadeira ia começar, disse que iria no banheiro para voltar bem gostosa para ele.

Homens são facilmente enganáveis. Qualquer coisa que você fale para eles que contenham as palavras “gostosa” ou “deliciosa”, são imediatamente aceitas sem contestação alguma.

Não costumo demorar muito no banheiro, e ainda bem isso não seria um problema. Fiz o que tinha que fazer, e fui dar descarga.

A descarga não funcionou!

Tentei mais uma, duas, três… vinte e sete… quarenta e cinco vezes. É, definitivamente a descarga não estava funcionando.
Ok, e agora? Quais opções eu tinha?

a) Fazer a noiva: Lotar a privada de papel higiênico.
b) Dar um grito e falar “Nossa, deixaram um presente na privada para a gente” e sair rindo.
c) Não fazer nada, e torcer para ele não ir ao banheiro.

Enquanto pensava qual seria a melhor escolha, notei um buraco, uma entrada (ou saída, vai saber) em cima da privada.
Era um buraco, parecia uma saída de ar, e aposto que me salvaria.

Catei a evidencia do ocorrido com bastante papel higiênico e desovei tudo ali. Atolei o mais fundo possível, e saí linda e leve do banheiro.

A noite foi maravilhosa, como já era esperado, mas como acordávamos cedo na sexta-feira, não nos demoramos muito.

Vestimos nossas roupas, e descemos para a garagem. Quando já estava entrando no carro, ele aponta para o capô e exclama:
- Que isso???

Em poucos segundos deduzi tudo:

Merda! Era isso. Exatamente isso!

O tal buraquinho dava para a garagem, mais precisamente para o carro do homem dos meus sonhos, e que agora encontrava-se todo cagado. (o carro, não o homem!)

Merda! Merda! Merda! Mil vezes merda!

- Não acredito. É bosta!
- Calma, deve ter sido algum gato, não sei. Vamos embora, eu limpo.
- Você limpa? Tá louca? Você não vai sujar suas mãos.
- Não esquenta. A noite foi tão boa, né? Deixa isso pra lá.
- O meu carro foi cagado e você quer que eu deixe pra lá?
- …
- Vou chamar o gerente dessa joça.
- O QUE??

Chamar o gerente não. Aquilo já estava indo longe demais. Sem gerente. Pelo amor de Deus. Sem chamar o gerente!

- Não precisa. Vai se estressar por causa de um coco?
- Vou! Por causa de um coco em cima do meu carro!!

É, não teve jeito, ele realmente chamou o gerente.

Eu queria morrer. Juro que eu queria ter um ataque e cair durinha ali. Em cima do coco!
O gerente chegou e já levou umas cinco pedradas do boy. Ele estava furioso. Furiosíssimo.

- Não posso admitir que uma coisa dessas aconteça. O meu carro está cagado. Completamente cagado!
- Mas isso é impossível, ninguém entrou aqui.

E lá se foram 20 agonizantes minutos de uma discussão que eu sabia que não chegaria a ponto nenhum. Até que certa hora, meus ossos gelaram. O boy olhou para cima e disse:

- Ali ó, aquela saída dá diretamente para o meu carro. Quem tiver feito isso, fez por ali.
- Mas senhor, aquela saída é do banheiro da suíte de vocês.
- Tá querendo dizer que eu caguei no meu próprio carro?
- De modo algum. Estou sem entender a situação, tanto quanto vocês.

Não agüentava mais aquela situação. Eu queria chorar, eu queria rir, eu queria gritar, eu queria sumir dali a nunca mais voltar. Como uma espinha sendo estourada, eu explodi:

- FUI EU!!!

Recebi os olhares mais incrédulos que alguém poderia receber. Meu agora ex-futuro-qualquer-coisa me olhava sem conseguir acreditar em tal confissão. O gerente, safado, deu uma risadinha e se retirou, deixando-me na situação mais merda da minha vida. Literalmente.

Entramos no carro ainda sujo de merda, e fomos embora sem trocar uma palavra.
Passamos o caminho inteiro no silêncio absoluto.Como sempre cavalheiro, ele me deixou em casa e depois seguiu seu caminho.

Vi o homem da minha vida virando a esquina, com seu carro cagado, e sabia ali, que nunca mais o veria.

Alguns anos já se passaram desde essa história, e eu nunca mais tive notícias dele. Poxa, tanto rancor só por causa de uma cagadinha?


EXTRAÍDO DO SITE: http://corramary.com/