Quando uma porta se fecha, outra se abre.
Tenha paciência, persistência,
constância.

Chega um momento,
ao longo da jornada espiritual,
em que algo que estimamos deve acabar.
Talvez uma relação significativa
tenha terminado.

Talvez uma oportunidade
que procuramos obter
se torne de repente inalcançável.
Sejam quais forem as circunstâncias,
sentimo-nos privados de um bem a que aspiramos.

Quando isso acontecer, não se desespere,
pois o Infinito não se esqueceu de você.
Você está sofrendo privação por uma única razão
para que possa receber um bem ainda maior.

A natureza domina o vácuo.
Esse princípio do mundo físico
tem seu paralelo no mundo espiritual.
Não se pode renunciar a alguma coisa
sem ganhar alguma outra coisa em troca.

O universo está sempre pronto
para preencher o seu vazio,
substituindo a tristeza pela alegria,
a perda pelo ganho,
a morte pelo renascimento.

O que então deve fazer
quando uma porta se fecha para você?
Primeiro, renuncie ao seu apego àquilo que era,
ou àquilo que gostaria de ser.

A Força Suprema tem preparado
para você uma dádiva ainda maior.
Depois,afirme para si mesmo:

"Quando uma porta se fecha,outra se abre.
Espero confiante e com alegria
o bem que me está reservado."

Seja paciente, pois ele logo, logo há de vir.

http://www.paideamor.com.br/refletir/refletir88.htm
As cenas a seguir são muito fortes!


Não é da minha natureza esperar que me deem liberdade, não espero pelo pouco que há de essencial na vida. Sendo liberdade uma delas, eu mesmo me concedo. Ser livre não me ensinou a amar direito, se por direito entende-se este amor preestabelecido, mas me ensinou as sutilezas do sentimento, que, afinal, é o que caracteriza e o torna pessoal e irreproduzível. Te amo muito, até quando não percebo.
O amor que sinto pode parecer estranho, e é por isso que o reconheço como amor, pois não há amor universal: não, caríssima. Não há um amor internacional, assim como são proclamados os cidadãos do mundo. Cada cidadão, um coração, e em cada um deles, códigos delicados. Se não é este o amor que queres, não queres amor, queres romance, este sim, divulgadíssimo. Te amo muito, e não sinto medo.
Bela e cega, buscas em mim o que poderias encontrar em qualquer canto, em todo corpo, homens e mulheres ao alcance de teus lábios e dedos, romance: conhecido o enredo, é fácil desempenhá-lo. E se casam os românticos, e fazem filhos e fazem cedo.
O amor que sinto poderia gerar casamento, pequenos acertos, distribuição de tarefas, mas eu gosto tanto, inteiro, que não quero me ocupar de outra coisa que não seja você, de mim, de nosso segredo. Te amo muito e pouco penso.
Esta carta não chegará, como não chegarão ao seu entendimento estas palavras risíveis, estes conceitos que aos outros soariam como desculpa de aventureiro ou até mesmo plágio, já que não há originalidade na idéia, muito difundida, porém bastante censurada. Serei eu o romântico, o ingênuo? Serei o que quiseres em teu pensamento , tampouco me entendo, mas sinto-me livre para dizer-te: te amo muito, sem rendimento, aceso, amor sem formato, altura ou peso, amor sem conceito, aceitação, impassível de julgamento, aberto, incorreto, amor que nem sabe se é este o nome direito, amor, mas que seja amor. Te amo muito, e subscrevo-me.
(Martha Medeiros)
Maria convivia maritalmente com João. Este, por sua vez, resolveu sair do armário: separou-se de Maria e foi viver com Pedro.
Pedro é servidor da segurança pública, profissão machista e tal, mas Pedro virou a cabeça e tinha um ciume louco de João. Não podia ver seu amor conversando com ninguém que fazia escândalos e fazia ameaças a quem se aproximasse dele.
João resolveu se vestir de macho de novo e saiu com Maria. Pra que? João soube, abordou a rival na rua e deu uma taca na doida. No final, sobrou pra mim :P
Triângulo amoroso de novela.
Estou há vários dias escrevendo esta carta mentalmente, porque na mente os erros ortográficos contam menos que os erros de atitude, e só no que penso são nos erros, uma vez que foram infinitamente mais constantes que os acertos. Não estou organizando frases para resumi-las num pedido de desculpas, pois nada me parece mais raso e os meus erros merecem um pouco mais de consideração, já que foram tão solenes e fartos, meus erros foram dos de tamanho grande, e há que se ter por eles um desprezo de igual envergadura. Menina, só um amor gigante provocaria esta nossa ruptura.
Se não há explicação, ao menos sinto verter por dentro um leve arrependimento, errei por razões mínimas porém em vezes diversas, o que me confere fartura, ainda que não tenham sido erros à sua altura. Menina, eu sei, você preferiria que eu tivesse acertado, mesmo que um acerto em miniatura.
Talvez não seja da minha índole agir com generosidade, é de família esta minha dificuldade em fazer os outros felizes, mas, ao contrário, é dom da tua, pois fizeste da tua felicidade a minha clausura. Que mistério é esse de tornar um homem apático o rei da euforia,de fazer de um homem sério o senhor da galhardia, de fazer de um homem só um homem mais só ainda, por não antever mulher alguma que consiga repetir esta aventura?
Menina, por um triz não fui o que esperavas de mim, faltou-me a coragem, não faltou-me a fissura. Para sempre estarei a te escrever esta carta mentalmente, confusa e fria, mas não impura, já que nela abdico dos meus erros e acertos para revelar apenas o que em silêncio te dedico, um amor injulgável, imedível, totalmente irresponsável, amor que abraça o sofrimento para testar sua resistência e que acredita, de maneira um tanto tola e quixotesca, que só este tipo de amor é que perdura.
(Martha Medeiros)
Não sei por onde começar esta carta que já nasce atrasada, pensamos sempre que temos muito a dizer mas as palavras são pouco amistosas, onde encontrá-las agora, às três e dez de uma madrugada em que me encontro insone e pensando mais uma vez em você?
Você esperou por estas palavras por muitos meses, na esperança de que elas aliviariam a dor do seu coração, mas elas não vieram porque estavam ocupadas vigiando meus impulsos, me impedindo de me abrir, e minha própria dor lhe pareceu desatenção, eu que não durmo de tanta paixão congestionada, de tanto desejo represado, de tão só que estou.
Meus motivos sempre lhe pareceram egoístas, e se eu lhe disser que o descaso aparente foi na verdade uma atitude consciente para preservar você, me chamará de altruísta e não sairemos do mesmo lugar.
Eu errei por não permitir que você me oferecesse seu afeto, eu errei ao sobrevalorizar um risco imaginário, eu errei por achar que existem amores menores e maiores, avaliados pelo tempo investido, pela contagem dos beijos, pelas ausências sentidas, por tudo isto fui conduzido a um erro de cálculo.
Não te peço nada além de compreensão, e esta carta nem era pra pedir, mas para doar, eu que sempre me achei bom nessas coisas. o voluntário da paz, o boa-gente oficial da minha turma.
Mas peço: lembre de mim como alguém que alcançou a mesma medida do seu sentimento, a mesma profundidade das suas dúvidas, o mesmo embaraço diante da novidade, o mesmo cansaço da luta, a mesma saudade.
A carta vem tarde e redigidas com palavras covardes, as corajosas repousam pois se imaginam já ditas e escritas, valentes foram as palavras do início, as desbravadoras, as que ultrapassaram limites, quando nós dois ainda não sabíamos do que elas eram capazes, palavras audazes, febris.
Pela enormidade de tempo que temos pela frente em que não nos veremos mais, não nos tocaremos ou ouviremos a voz um do outro, pela quantidade de dias em que conduzirás tua vida longe de mim e eu de ti, pela imensidão da nossa descrença, pela perseverança da nossa solidão, pelos nãos todos que te falei, pelo pouco que houve de sim, acredita: te amei além do possível, não te amei menos que a mim.
(Martha Medeiros)



































































Se nada agradou no post anterior como dica de presente de Natal, seguem abaixo, novas opções.

1) Chinelos com Farol: Indispensável para ir ao banheiro à noite


2) BABY com esfregador: O bebê engatinha livremente e também contribui para a limpeza



3) ASSENTO PARA HOMENS: Ergonomia avançada no uso diário


4) Papel higiênico com passa-tempo



5) Spaghetti COOLER



6) PORTAGATOS
Transporte seu bichano de forma segura e confortável.



Se você ainda não comprou o presente de Natal do namorado, pai, melhor amigo, aqui vão minhas dicas. Espero que gostem.

1) Super controle remoto para os cegos e distraídos:




2) Sempre trabalhando/estudando até tarde? E tem que acordar cedo no dia seguinte? Mas nunca consegue? Agora chegou esse alarme que voa na hora de despertar, quase como um barulho de mosquito, e só para de tocar quando você pegar de volta a parte voadora e colocar no alarme.






3) Cansou de ler revistas enquanto faz suas necessidades? O Potty Putter é um tapete pra banheiro no mesmo estilo do mini-golf, ótimo pra praticar suas habilidades no golfe em um momento tão relaxante, inclui 2 bolinhas de golfe, uma bandeirinha vermelha, o tapete, o taco e uma plaquinha de “não perturbe”



4) Legitimo
coçador de saco, indispensável para todo o homem que quer disfarçar e não perder a classe na frente de uma dama. Cromado e feito por delicadas mãos femininas com o maior carinho. confortável e eficiente além do benefício de 5 dedos!!!



5) Vaso sanitário compartilhado. Face to face. Tem coisa mais romântica?


6) Porta cerveja Tabajara


7) Pantufa Yoda.
Em ALENQUÉR, cidade no interior de Pará, o delegado registrava a queixa de uma moça que se dizia deflorada pelo namorado. Na ausência de médico na cidade, pediu um laudo por escrito a uma parteira afamada da região, para anexar ao processo. Eis o laudo dado pela profissional:

"Eu , Maria Francisca da Conceição, parteira oficial do destrito de Alenqué, declaro para o bem do meu ofício que, examinando os baixos fudetários de Maria das Mercedes, constatei manchas arroxicadas na altura da críca, que para mim, ou foi supapo de rola ou solavanco de pica.
É verdade e dou fé"


Ass. Maria Francisca
Faz tempo que não escrevo, um pouco por falta de tempo e um pouco por falta de assunto. Quando a gente começa a namorar, "os sem noção" somem, não é mesmo? Mas eu tava pensando cá eu com meus botões e lembrei que eu tinha prometido a Merdona escrever sobre o meu final com o PD. Não sei se vocês lembram dele, mas ele já apareceu umas duas vezes por aqui em meados de abril ou maio, penso eu.

Naquela época, no auge da solteirice, a Roberta dizia que o PD era meu marido. Então tá, né.

Na última vez que saimos, marcamos eu, Roberta, um amigo e PD de jogarmos boliche. Liguei pra PD às 21:00 horas e nada (o horário acertado era 22:00 horas). Às 22:00 horas falei pra Roberta e o amigo me apanharem em casa e o PD que nos encontrassem onde estivessemos, se tivesse a fim.

Fomos pro Strike e o bonitão só apareceu 00:00h, quando o local estava fechando (queria dizer a desculpa dele, mas melhor não...rsrs). Resolvemos ir pra um barzinho: papinho legal, mas sem muita emoção.

Depois disso, acho que ainda nos falamos algumas vezes por telefone e MSN. Só sei que viajei pra Natal e continuei curtindo.

No final de semana seguinte (dia dos namorados), o PD sabia que eu tava em Belém. Sai na sexta normalmente e ele nem deu sinal de fumaça. Beleza. Combinei de sair com a merdona no dia dos namorados, caçar alguma festa de solteiros, afinal de contas guerra é guerra..rsrs.

Estava jantando com meus pais e meus irmaos, quando o dito cujo me liga:

PD:
oiiiiiii....tudo bem?
Eu: Beleza
PD: Onde você tá?
Eu: Jantando com a minha família
PD: Vai sair?
Eu: Vou pra algum lugar com a merdona
PD: Vem pra cá (não lembro o nome do bar)
Eu: É impressão minha ou tu estas porre?
PD: Eu tô bebendo desde o meio dia (já eram 21:00h), fui no Bar do Gilson e agora tô aqui com o fulano.
Eu: Ah tá...quer dizer que tu tivesses o dia todo pra me ligar e marcar alguma coisa e me ligas a essa hora e nesse estado? Eu não vou. (Vá pra merda, tava pensando que eu era disponível)
PD: Vem pra cá, tá bacana.
Eu: Não. Vou dar um giro com a merdona. Vem ca, falaste que ia ligar ontem e nem tchum
PD: Pô, não deu. Faltou água no prédio e o vizinho do andar de cima deixou a torneira aberta pra saber quando chegasse a água. Só que ele saiu e esqueceu de fechar, inundou meu apartamento.
Eu: Sério? Quer dizer que isso te impediu de dar um telefonema? Ah tá. A gente se fala. (Vá pra merda de novo. A falta de criatividade do homem me cansa)

Depois disso, ele não deu mais notícias, nem eu. O tempo passou, comecei a namorar e, em setembro, eu o encontrei no MSN, claro que eu não podia perder essa oportunidade.

Eu:
Oi...td bem?
PD: Oiii. Você sumiu! (Cansativo...)
Eu: Acho que sumimos!
PD: Tá em Belém?
Eu:
PD: Vai sair?
Eu: Não
PD: EU vou sair com uns amigos, agora eu quero curtir a vida e você?
Eu: Tô curtindo, mas não da mesma forma que você. Tô namorando.
Silêncio Total....cri...cri....cri....cri...
Uns 10 minutos depois...
PD: Legal. Agora eu tenho que ir...Beijos
Eu: xau

No final de tudo, ele ainda comenta com um amigo dele que eu era esquisita. Vai ver que ele tá acostumado com piriguetes...
Teatro - Como passar em concurso publico - A comédia - Nota: 9,2


O último exorcismo - Nota: 5,0

Comer, Rezar e Amar - Nota: 6,8


Tropa de Elite - Nota: 9,0



- Caras legais são feios
- Caras bonitos não são legais
- Caras bonitos e legais são gays
- Caras bonitos, legais e heteros, são casados
- Caras nao tão bonitos mas legais não tem dinheiro
- Caras nao tão bonitos mas legais e com dinheiro, acham que só estamos atrás do dinheiro.
- Caras bonitos e sem dinheiro estão de olho no nosso dinheiro.
- Caras bonitos, não tão legais e razoavelmente heteros nao acham que somos bonitas o bastante.
- Caras que nos acham bonitas, que são razoavelmente legais e que tem dinheiro são uns galinhas.
- Caras que são razoavelmente bonitos, razoavelmente legais e que tem algum dinheiro são tímidos e não tomam iniciativa.
- Caras que nunca tomam a iniciativa perdem automaticamente o interesse quando nós tomamos.
- Caras que sempre tomam a iniciativa, nos matam de medo
- Caras que tomam a iniciativa e recebem um sim nos chamam de galinhas
- Caras que tomam a iniciativa, recebem um não desistem e vão tomar ainiciativa em outro lugar e falam ainda que fazemos doce
- Caras que tomam a iniciativa, recebem um talvez, entendem como sim e nos chamam de galinhas do mesmo jeito.
- Caras que recebem um sim e não nos chamam de galinha, tem uma mãe de amargar
- Caras que escondem que são casados tem muito pouco tempo disponível.
- Caras que escondem que são gays usam nossas roupas.
- Caras que não costumam esconder nada, são razoavelmente legais, razoavelmente heteros e tem algum dinheiro perdem o mistério, sei lá....

A magia desaparece.

Quando eu tinha 14 anos, mais ou menos no fim do ano letivo, me interessei por um garoto da escola, vulgo BOCA DE LATA. Eu era muito tímida, romantiquinha, achava que o mundo era cor de rosa!! Sempre no intervalo do recreio (rsrsrs), ficava olhando para ele e era correspondida. Na época, comentava sobre ele com três pessoas: Michelle e Fulano. Fulano era muito meu amigo, mas também era amigo de FALSA. Então, eu contava as coisas sobre BOCA DE LATA e ele contava tudo para FALSA.



FALSA, fazendo-se de amiga, disse que conhecia uma amiga de BOCA DE LATA, que poderia ser o canal. Dias depois, FALSA veio com a história de que BOCA DE LATA não queria nada comigo, mas sim com ela, ainda disse que não iria ficar com ele.

Logo descobri que ela deu em cima dele, não falou nada de mim e ainda ficou com ele. TA LEGAL. Quem manda ser besta, né?



Para encurtar a história, no ano seguinte, eu o conheci e ele pediu meu telefone. Ligava TODOS os dias, onde quer que estivesse. Ah...e eu toda boba, ja tava apaixonada e nem tinha ficado com ele!! rs



Um dia, ele tascou um beijo em mim e, dias depois, iria ter a abertura dos Jogos do Colegio. Beleza. Conversamos e eu disse que iria representar a minha sala no concurso de miss. Ele disse que ia me ver. Ui! So que não disse que ia acompanhado da NAMORADA...hahahahaha. TOMA-TE, LESA.



Não fiquei mais com ele, mas continuamos conversando ao telefone e, as vezes, nos intervalos das aulas. Ai descobri que ele ficava se gabando pros meninos do colégio porque tinha ficado comigo (bocó). Não falei mais com ele.



Na semana seguinte, o merdão aparece de mãos dadas no recreio com uma doida da sala dele. AH TA. FDP. Claro que depois de um tempo ele voltou a me procurar e levou uma dúzia de foras, mas não teve graça porque, na época, eu era boazinha até para isso.



PS:
Homem é safado desde sempre.
...

Era uma noite de quinta, daquelas que a gente não espera nada, quando o boy me ligou.

- Vamos dar uma saidinha?

Eu sabia muito bem o que ele queria dizer com isso. E sabia muito bem o que ele queria com isso também.

Bem, não estava fazendo nada. Então… Porque não?
Aceitei, e às 8 em ponto, o carro do boy já estava na frente da minha garagem. Óbvio que eu ainda estava de toalha na cabeça e creme na cara. Mas como minha mãe sempre diz: Quando o cara quer comer, e sabe que vai comer, nada o aborrece.
(Minha mãe realmente diz isso!)

Sem pressa, terminei de me arrumar e finalmente saímos. Fomos primeiro num restaurante que já era velho conhecido meu. Jantar agradável, com a companhia perfeita. Sabe, ele era um cara que eu estava realmente interessada, diga-se de passagem, isso é difícil. Sempre acho as pessoas um tanto quanto “mais-ou-menos”, mas ele não. Ele era mais!

Era como se o carro estivesse no piloto automático, depois que o jantar acabou, ninguém precisou falar nada, quando vimos, o carro já estava entrando no Motel.
Ele escolhera um quarto com vaga privativa. Prefiro, evita o momento de olhar para a recepcionista, que você sabe que interiormente te olha e diz: “Háá, alguém vai se dar bem!”

Enquanto subíamos as escadinhas, conseguia sentir que a noite ia ser boa. Mas além disso, também sentia outra coisa. E essa coisa era uma enorme e imensa vontade de cagar.

Inferno! Tinha que ser ali? Naquela hora? Naquele momento? Com aquele cara?

Entramos no quarto, e fui logo dando uma espiadinha no banheiro. Não entendo porque quarto de Motel às vezes possui paredes de vidro entre a cama e o banheiro. Não é visualmente agradável, e nem a acústica ajuda. Ainda mais na minha atual situação.

Para a minha sorte, o banheiro era afastado da cama, e com uma bela e grande parede branca dividindo. Joguei o boy na cama, liguei a rádio na estação de sex music que só os Motéis tem, e quando ele já achava que a brincadeira ia começar, disse que iria no banheiro para voltar bem gostosa para ele.

Homens são facilmente enganáveis. Qualquer coisa que você fale para eles que contenham as palavras “gostosa” ou “deliciosa”, são imediatamente aceitas sem contestação alguma.

Não costumo demorar muito no banheiro, e ainda bem isso não seria um problema. Fiz o que tinha que fazer, e fui dar descarga.

A descarga não funcionou!

Tentei mais uma, duas, três… vinte e sete… quarenta e cinco vezes. É, definitivamente a descarga não estava funcionando.
Ok, e agora? Quais opções eu tinha?

a) Fazer a noiva: Lotar a privada de papel higiênico.
b) Dar um grito e falar “Nossa, deixaram um presente na privada para a gente” e sair rindo.
c) Não fazer nada, e torcer para ele não ir ao banheiro.

Enquanto pensava qual seria a melhor escolha, notei um buraco, uma entrada (ou saída, vai saber) em cima da privada.
Era um buraco, parecia uma saída de ar, e aposto que me salvaria.

Catei a evidencia do ocorrido com bastante papel higiênico e desovei tudo ali. Atolei o mais fundo possível, e saí linda e leve do banheiro.

A noite foi maravilhosa, como já era esperado, mas como acordávamos cedo na sexta-feira, não nos demoramos muito.

Vestimos nossas roupas, e descemos para a garagem. Quando já estava entrando no carro, ele aponta para o capô e exclama:
- Que isso???

Em poucos segundos deduzi tudo:

Merda! Era isso. Exatamente isso!

O tal buraquinho dava para a garagem, mais precisamente para o carro do homem dos meus sonhos, e que agora encontrava-se todo cagado. (o carro, não o homem!)

Merda! Merda! Merda! Mil vezes merda!

- Não acredito. É bosta!
- Calma, deve ter sido algum gato, não sei. Vamos embora, eu limpo.
- Você limpa? Tá louca? Você não vai sujar suas mãos.
- Não esquenta. A noite foi tão boa, né? Deixa isso pra lá.
- O meu carro foi cagado e você quer que eu deixe pra lá?
- …
- Vou chamar o gerente dessa joça.
- O QUE??

Chamar o gerente não. Aquilo já estava indo longe demais. Sem gerente. Pelo amor de Deus. Sem chamar o gerente!

- Não precisa. Vai se estressar por causa de um coco?
- Vou! Por causa de um coco em cima do meu carro!!

É, não teve jeito, ele realmente chamou o gerente.

Eu queria morrer. Juro que eu queria ter um ataque e cair durinha ali. Em cima do coco!
O gerente chegou e já levou umas cinco pedradas do boy. Ele estava furioso. Furiosíssimo.

- Não posso admitir que uma coisa dessas aconteça. O meu carro está cagado. Completamente cagado!
- Mas isso é impossível, ninguém entrou aqui.

E lá se foram 20 agonizantes minutos de uma discussão que eu sabia que não chegaria a ponto nenhum. Até que certa hora, meus ossos gelaram. O boy olhou para cima e disse:

- Ali ó, aquela saída dá diretamente para o meu carro. Quem tiver feito isso, fez por ali.
- Mas senhor, aquela saída é do banheiro da suíte de vocês.
- Tá querendo dizer que eu caguei no meu próprio carro?
- De modo algum. Estou sem entender a situação, tanto quanto vocês.

Não agüentava mais aquela situação. Eu queria chorar, eu queria rir, eu queria gritar, eu queria sumir dali a nunca mais voltar. Como uma espinha sendo estourada, eu explodi:

- FUI EU!!!

Recebi os olhares mais incrédulos que alguém poderia receber. Meu agora ex-futuro-qualquer-coisa me olhava sem conseguir acreditar em tal confissão. O gerente, safado, deu uma risadinha e se retirou, deixando-me na situação mais merda da minha vida. Literalmente.

Entramos no carro ainda sujo de merda, e fomos embora sem trocar uma palavra.
Passamos o caminho inteiro no silêncio absoluto.Como sempre cavalheiro, ele me deixou em casa e depois seguiu seu caminho.

Vi o homem da minha vida virando a esquina, com seu carro cagado, e sabia ali, que nunca mais o veria.

Alguns anos já se passaram desde essa história, e eu nunca mais tive notícias dele. Poxa, tanto rancor só por causa de uma cagadinha?


EXTRAÍDO DO SITE: http://corramary.com/